:::::: História
Política
A Namíbia foi
declarada um protetorado alemão por Bismark em 1884. A conquista
da África Sudoeste Alemã pela s forças sul africanas
durante a I Guerra Mundial resultou em sua subseqüente administração
pela África do Sul sob o mandato da Liga das Nações
de 1920. Uma prolongada guerra entre as forças ocupantes sul
africanas e o movimento de libertação da Swapo (Organização
dos Povos do Sudoeste Africano) teve início em 1966.
Em 1989, a implementação
da Resolução 435 das Nações Unidas pela
libertação e eleições justas fez com que
a Swapo assumisse o poder. No dia 21 de março de 1990, após
106 anos de domínio estrangeiro, a Namíbia tornou-se
independente. Dr. Sam Nujoma, que deu início à defesa
da independência da Namíbia junto as Nações
Unidas em Nova Iorque quando ainda jovem nos anos 60, foi instalado
como o primeiro presidente do país.
:::::: Governo
A Namíbia é
fundada sobre os princípios da democracia multipartidária,
um estado unitário, democrático, secular e soberano.
Os poderes legislativos namibianos são investidos ao parlamento,
que consiste em duas casas, a Assembléia Nacional e o Conselho
Nacional. Para que qualquer projeto se torne lei, ele precisa ter
a aprovação do Presidente, conforme estabelecido na
Constituição. O presidente é eleito diretamente
pelo eleitorado por dois períodos de cinco anos cada. A constituição
estabelece a divisão de poder entre o executivo, o legislativo
e o judiciário. O Executivo é composto pelo Gabinete,
o qual é constituído pelo presidente, o primeiro ministro
e outros ministros que o presidente possa apontar como membros da
Assembléia Nacional, com o objetivo de administrar e executar
as funções do governo. O Legislativo é composto
de duas câmaras, a Assembléia Nacional (AN) e o Conselho
Nacional (CN). Os membros da AN são eleitos a partir da lista
de partidos em representação proporcional, enquanto
os membros do CN são escolhidos a partir dos conselhos regionais
cujas eleições são feitas a base do ganhador
leva tudo. O Conselho Nacional é composto por dois membros
de cada uma das treze regiões político-administrativas
do país. O poder/sistema judiciário está investido
nas cortes da Namíbia; é composto pelo Supremo Tribunal
(Corte de Apelação), o Superior Tribunal da Namíbia
e os Tribunais Inferiores.
A política
nacional de reconciliação e unidade do Governo adota
os conceitos de tolerância, respeito pelas diferentes visões
políticas e a harmonia racial e étnica
:::::: Regiões
Após a independência,
o país foi dividido em 13 regiões político-administrativas
conforme determinação da Comissão de Delimitação
proclamada em março de 1992. Estas são: Omusati,Oshana,
Ohangwena e Oshikoto ao norte; Kunene ao noroeste; Kavango e Caprivi
ao nordeste; Erongo ao oeste; Otjozondjuba ao centro; Omaheke ao leste;Khomas
ao centro e Hardap e Karas ao sul.
:::::: População
De acordo com o censo
oficial (2001) a Namíbia tem uma população de
1.826.854 milhões, o que indica um crescimento de cerca de
416.000 nos últimos 10 anos. Ainda há mais mulheres
do que homens – 937.718 contra 890.137 - e os números
indicam um crescimento anual de 2,6% entre 1991 e 2001. A região
de Khomas (central, que inclui Windhoek) é a mais povoada (250.305),
seguida de 250.205 pessoas em Ohangwena e 201.093 na região
de Kavango. A densidade demográfica, menos de 2 pessoas por
metro quadrado, é uma das menores do mundo.
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Línguas
Embora o inglês
seja o idioma oficial da Namíbia, muitas outras línguas
são faladas. Elas podem ser divididas em três categorias:
os idiomas Bantos falados por Owambos, Hereros, Kavangos, Caprivianos
e Tswanas; as línguas indo-germânicas dos africâners,
alemão e inglês e as línguas Khoisan faladas pelos
Bush-men (San) e Nama/Damara.